
Comecei a ver este anime por mera curiosidade, por aparentar ter o seu quê de loucura, um toque de classe e um lado de terror que, de vez em quando, sabe bem consumir. Se vocês estão à espera do gritos 4, presumo que é melhor virarem à esquerda, porque Jigoku Shojo is not for the faint of heart. É um anime puro e duro, com a classe dos japoneses, como só eles sabem retratar a maldade intrínseca dos homens. Em pequenas coisas, como a tortura de um animal, Jigoku Shojo consegue mostrar o lado pérfido do homem.
Jigoku Shojo dá uma alternativa ao homícido, à fuga ou à mera tolerância de acções que não só sufocam os personagens como os magoam. Ela é a rapariga do inferno que, num site, à meia noite, permite que alguém escreve o nome da vítima do seu ódio com o objectivo de o mandar para o inferno. No entatno, há um senão, como muito bem hell girl diz ao mandar uma alma para o inferno " duas sepulturas são cavadas" e, aquele que manda o objecto do seu ódio para o inferno, quando chegar a sua hora, também para lá terá que ir. Sendo uma decisão tão assustadora, Hell girl afirma que o contrato só se estabelece quando o sujeito em questão puxar um fio enrolado num boneco de palha.
As histórias de hell girl conseguem pôr-nos com os cabelos em franja e, honestamente, houve momentos em que dava vontade de abanar os personagens e pedir-lhe encarecidamente que não puxem o fio. Outras, comovem-nos ou deixam-nos frustradas. Desde a história da rapariga, vítima de bullying, chantageada pela sua agressora ao rapaz injustiçado por uma comunidade inteira que crê ser ele o culpado dos desaparecimentos na cidade.
Vale a pena. Na linha do death note (outro anime consagrado), Hell girl é uma óptima coisa para fazer numa noite sem nada que fazer ou num daqueles dias em que simplesmente, sabia bem um filme de terror.
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