domingo, 3 de julho de 2011

About Love

Amor. Aí está algo que nenhuma canção de amor, nenhuma comédia romântica, nenhum soneto, nada consegue explicar devidamente sem se sentir. Para mim, o amor é nada mais, nada menos do que uma tatuagem, uma marca. Existe para sempre mal o sintas. Não há sabonete que a faça desaparecer ou detergente e, por mais que negues, a lembrança da pessoa "vítima" de tal sentimento nunca vai embora. No momento em que sabes o que nutres por esse ser, ele nunca mais te vai deixar o espectro da memória. Não vamos fingir que não é verdade, porque é. E, cada vez, que nos partem o coração, cada vez que sofremos mazelas incalculáveis, por muito que usemos cola tudo, que neguemos a dor, que nos refugiemos em abrigos infinitos, não desaparece. A dor pode passar, mas a cicatriz não vai embora. Tudo o que tu és foi construído pelas tuas feridas, pela forma como foste capaz de trepar o muro para o outro lado...
Fala-se que não existe uma alma gémea, mas várias. Não discordo. Se bem que alma gémea soa algo piroso...Eu acredito que cada pessoa que conhecemos e pelas quais nos apaixonamos, amamos ou gostamos de maneira diferente, têm a sua particular impressão digital. Tu podes ver A como alguém pelo qual nutriste um amor selvagem e desmedido, alguém com quem vivias cada segundo intensamente, R alguém que acarinhavas e gostavas de uma forma quase encantada e, talvez, B visses como um complemente para o que eras...São várias as nossas medidas. Às vezes, são confusas... A questão que se põe é a seguinte: como saber que essa pessoa é um dos tipos de amor? E, se duvidamos será que realmente há algo? Não é suposto saber e não duvidar?

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