segunda-feira, 26 de abril de 2010

Breakfast at Tiffany's

Há algo nas primeiras notas do moonriver que desperta a atenção. É como um embalar de sonhos que me tranquiliza no dia de maior temporal, na noite mais escura. Um "Once upon a time" entrando su-repticiamente pela janela da sala de estar, sem pudor, sem hesitações. É uma das primeiras coisas que me apaixona em Breakfast, a sua banda sonora. De facto, Henry Mancini não podia ter sido melhor escolhido para tal efeito.
Não nego. Este filme foi algo absorvido pela minha própria identidade. Culpem a mulher cigarrilha preta que dota o filme de deliciosas frases, muitas, eu já sei de cor. A minha quote favorita é com certeza o momento em que Holly, virando-se para o seu Paul Varjak lhe diz que "Se algum sítio a fizesse sentir como o Tiffany's, comprava mobília e dava ao Gato um nome", isto porque Holly afirma que o bichano cor de laranja não lhe pertence, apenas se conheceram um dia. Acho que todos desejávamos um lugar que nos fizesse sentir tal como a Audrey se sente quando vai ao Tiffany's. Às vezes, é aquele grupo de teatro onde a magia acontece, outro é aquela praia que nos tranquiliza sempre, há quem vejo o seu quarto como porto seguro e, depois há aqueles para os quais um sítio à beira de uma lagoa bastaria para isso.
A dinâmica e empatia entre Paul e Holly é nítida, assim como o fascínio que Holly induz nele.
Um amigo meu, uma vez pôs uma questão: Será Holly demasiado ingénua? Ou tão genial que nos faz crer ser ingénua?...Será um misto das duas? Eu aposto no seu misto...
Suponho que seja o filme perfeito para o sonhador com medo de se tornar niilista. Cada linha, cada frase mostra uma história triste, mas que, no final, se concretiza no happy ending. Talvez, não totalmente happy num aspecto ou dois, mas no essencial. Quem não se lembra do clássico beijo à chuva? Ou do momento que Paul Varjak diz:

"You know what's wrong with you, Miss Whoever-you-are? You're chicken, you've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, "Okay, life's a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that's the only chance anybody's got for real happiness." You call yourself a free spirit, a "wild thing," and you're terrified somebody's gonna stick you in a cage. Well baby, you're already in that cage. You built it yourself. And it's not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself."


Uma coisa é verdade, a mais honesta das verdades, sem Audrey, não haveria Breakfast.
E, também sei que há cerca de quatro outros filmes no máximo que me conseguem causar o grau de paixão do Breakfast At Tiffany's.

(tentativa de crítica...like it...Will make it better later, maybe...Publishing, nevertheless)

Sem comentários:

Enviar um comentário