quarta-feira, 28 de abril de 2010

Poker game

Eu sei,eu sei...Aos poucos vou preenchendo a lista...Ando-me a atrasar nisto. Só que ando tão cansada que não tenho tido tempo para pensar nisso. Tenho escrito qualquer coisa. Ajuda?
Ao fim de dois meses, cheguei à mais inóspita das conclusões: Nada acontece por uma razão. Nada. É tudo uma questão de sorte, não destino. A vida é um jogo de poker, o amor, o sucesse pedem-te que tenhas sorte. Não precisas ser um às, apenas tens que ter as cartas certas. E, claro, é tudo uma questão de atitude. É preciso ter noção dos timings e saber fazer o bluff certo para enganar o adversário mesmo quando por dentro estamos a tremelicar com os nervos.
Um dia disseram a uma amiga, "até o Edward eventualmente voltou para a Bella". O Edward é ficção (thank god) e, sendo ficção...Aceitaria o público outro final senão este? Obviamente que não. Num filme, é como se tudo só tivesse sentido terminando de certa forma (The difference between life and fiction is that fiction has to make sense). A rapariga faz algo ou conhece alguém que lhe muda a vida, temos o momento do conflito, happily ever after. É o emprego fantástico, um sucesso incrível, o rapaz dos seus sonhos (bullshit). É assim que o público exige que termine. (Imagino a multidão do twilight\ 700 000 comédias românticas a perseguir os autores, caso o final fosse diferente). Na ficção, um final estúpido equivale a um: what the hell? por parte da audiência. Na realidade, "c'est la vie". Factos são factos. Temos que os aceitar. Ter atitude. Tentar manobrar a sorte. Podemos ter futuro como rockstars, mas há que ter sorte. Eu nunca poderia ser vocalista, por exemplo, e até tenho a atitude xD (sim, era para soar convencida. Sim, apeteceu-me, ora bolas!) Não existe um Jacob. Ok, até podem existir. Vários. Simplesmente, és tu que constróis a mota e lavas a ferida e não são Jacobs como pensas que são.
Se houvesse um momento perfeito, eu sei qual seria. Sabem o sentimento da manhã de domingo? Quando acordas depois do dia perfeito com amigos ou sei lá...E tudo parece diferente, bom...Anseias pela manhã, porque sabes que o dia propícia algo incrível. Nem sabes bem o quê, mas tens o feeling. Para mim, era isso que haveria no meu momento perfeito. O exponencial da minha feliicidade. Ser realizadora ou argumentista de cinema. Poder criar um mundo inteiro. E...Bem, nenhum Edward, Stefan e afins me faria trocar por nada a minha liberdade, porque, meus caros, nunca seremos livres se nos apaixonarmos. Somos patéticos, presos em crenças e convenções ridículas. És capaz de dar o mundo a alguém, de ir buscar uma estrela ao outro lado do planeta sem saberes se a pessoa apreciará isso ou mesmo se o faria o mesmo por ti ou mesmo se não é um rato ou ratazana, alguém que te despedeçará sem nada. Com o amor magoas sem o desejares e és magoado. Nunca serás livre. Agora, quando te agarras à aventura, quando gritas ao mundo que não queres saber dessas bacoradas que milhentas histórias te procuraram vender, então, sim, és livre.
Por isso que eu digo que alguém devia processar a disney, mas depois penso: não seria essa uma forma de matar os sonhos? Prefiro navegar no niilismo e voltar aos sonhos do que nunca os ter. Como disse alguém, nunca sonhar não é ser homem (complementaria a Audrey esta frase com: seria ser rato?).

Uau...Regra nº3 do código dos que querem ser bloguistas humoristas: não escrever às 3h da matina, porque tudo soa algo negativo.

De qualquer modo, podes sempre construir o momento. Ser louca e dar o teu grito do epiranga. Dizer ao mundo: I'll do my worst. And I'll be at my best.

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