Foi numa quinta-feira de Janeiro que conheci a Audrey. Chovia torrencialmente contra o parapeito da varanda encoberta de vidros duplos esverdeados que esbatiam o som pesado das gotas de água atiradas pelo vento nas placas de vidro. O zapping pelos canais tornava-se quase frustrante e aos poucos os actores tornavam-se em figuras esborratadas sem significado. E, foi então, num canal perdido que eu a vi com a sua cigarrilha e vestido preto que envergava toda a sua classe e elegância, a voz sempre doce, mas entusiástica.
“ Se eu conseguisse encontrar um sítio que me fizesse sentir tão feliz como o Tiffany’s, eu comprava mobília e dava ao Gato um nome!”
Se alguém me fizesse sentir como a Audrey a cantar o Moon river, eu subiria à mais alta montanha e gritaria o seu nome para que nunca ninguém o esquecesse.
- treino de escrito
não sei se gosto...
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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